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Pela segunda vez em Lisboa, o Cirque du Soleil, finalmente, traz-nos a sua matriz original com “Quidam”, um espectáculo imaginativo, rigoroso e tocante.
É sabido que esta famosa empresa originária do Canadá e, hoje, espalhada pelos quatro cantos do Mundo com uma marca própria e vários espectáculos em simultâneo, foi pioneira num circo novo em que animais e palhaços foram substituídos por estonteantes números de acrobacia, mimos e bailarinos, acompanhados por músicas originais e belos efeitos cénicos.

Um circo assim, que se desenvolve debaixo de uma belíssima e confortável tenda, perdeu muito do carácter “artesanal” mas ganhou em qualidade técnica e artística, transformando-se numa máquina bem oleada e produtiva que envolve avultadas verbas e junta centenas de trabalhadores de inúmeros países.
“Quidam” é um deslumbramento para os olhos (de todas as idades) pois apresenta uma dúzia de belíssimos números circenses, ligados por intervenções – coloridas e dinâmicas em várias frentes ao mesmo tempo - de uma multidão de bailarinos e actores, de onde se destacam dois espantosos mimos. São eles, com uma bailarina e uma figura sem cabeça -roubada a uma tela de René Magritte – que conduzem um show que se balança entre a acrobacia “pura e dura” e o contraste entre o tratamento realista dos objectos do quotidiano e a atmosfera irreal dos sonhos e contos infantis.

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“Quidam” é um espectáculo mágico, divertido e muito aéreo, em que a maioria dos números são protagonizados por equilibristas que entram e saem do redondel deslizando por cima das cabeças dos espectadores. Com a ajuda de cordas, panos e arcos, ou simplesmente com a inacreditável força de corpos treinados até ao limite, o espanto não deixa nenhum espectador indiferente.

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Para citar apenas um exemplo, as meninas Cheng Liu, Deng Liu, He Yuxiao e Liu Quianying, apresentam um número com “diabolos” de cortar a respiração.

Igual poder-se-á fazer. Mas melhor é impossível!