F S - Scapino Ballet Rotterdam 

Entre 30 de Maio e 13 de Julho realiza-se a 43ª edição do mais antigo festival de música e dança português - o Festival de Sintra.

O certame, de grandes tradições na área musical, começou a dar maior projecção à dança, nos anos 90, com as chamadas “Noites de Bailado em Seteais”. Com a abertura do Centro Olga de Cadaval todos os espectáculos de bailado passaram para os palcos daquele teatro, mantendo-se alguns concertos em palcos da zona da vila. 
Este ano o fio condutor dos espectáculos de música clássica centra-se na Rússia e o da dança num programa "europeu" sem qualquer lógica programática, a não ser a da diversidade.

Companhia Nacional Bailado

As propostas vêm da Companhia Nacional de Bailado (com o único programa da presente temporada estreado em Abril no Teatro Camões), do Ballet de Teatres da La Generalitat (de Valência), do Scapino Ballet – um grupo recorrente no festival -  e no desconhecido Malibor Ballet vindo da Eslovénia 

O Ballet de Teatres da La Generalitat  abre o festival com um programa triplo composto por duas peças do muito conhecido Nacho Duato: “Jardí Tancat” – dançado, anos a fio, em Lisboa pelo extinto Ballet Gulbenkian - e “Coming Together”, para além de “Vinñetas”, assinado por outro coreógrafo catalão, Gustavo Sansano.
 
O Maribor Ballet, do Teatro Nacional de Eslovénia, apresenta uma hora de “Romeu e Julieta” com sete bailarinos, numa coreografia do seu director Edward Clug, para a música dos Radiohead.

O Scapino Ballet, de Roterdão, apresenta-se novamente em Sintra com duas peças do seu director artístic Ed Wubb, “Nicht Zutreffends Streichen“ e as “Viúvas”, para além de  um trabalho de Marco Goecke, “O Resto é Silêncio”.

A Companhia Nacional de Bailado fecha o programa de dança com três peças: duas reposições para a companhia, “Cantata” (Mauro Bigonzetti) e “Linha da Frente” (Henry Oguique), e uma criação de Vasco Wellemkamp, o dueto “Lento para Quarteto de Cordas”.