Rosella Hightower by Maurice Seymour

Famosa pela sua depurada e fortíssima técnica e um estilo muito pessoal, a bailarina norte-americana - descendente de índios - Rosella Hightower, subiu ao estrelato nos anos 40 e 50 e tornou-se, na Europa, uma proeminente pedagoga de dança clássica.

Nascida em Durwood, no estado de Oklahoma em 30 de Janeiro de 1920, foi uma das cinco "indian ballerinas" (juntamente com Moscelyne Larkin, Yvonne Chouteau e as irmãs Marjorie e Maria Tallchief) e faleceu na sua residência, em Cannes, na sequência de vários ataques cardícos, na noite de 10 de Novembro de 2008.
Iniciou os seus estudos de dança em Kansas City e, em 1938, ingressou no corpo de baile dos Ballets Russes de Monte Carlo, onde se manteve até 1941 e ascendeu à categoria de solista. Fez parte, sucessivamente do (American) Ballet Theatre, do Ballet Russe Highlights (de Leonide Massine) e do Original Ballet Russe, com o qual percorreu a América e a Europa. Em 1947 entrou para o Nouveau Ballet de Monte Carlo, sob a direcção do Marquês de Cuevas, companhia que viria a chamar-se Ballet do Marquês de Cuevas e que não abandonaria durante os subsequentes 15 anos. Com aquele notável conjunto apresentou-se várias vezes em Portugal na década de 50.

Ao longo da sua carreira intérpretou alguns dos papéis mais emblemáticos do reportório acdémico-clássico designadamente "Les Sylphides", "O Lago dos Cisnes", "Giselle", "La Sylphide", "Scaramouche", "Inês de Castro", "Salomé" e outros.
Em 1961, fixou-se na Europa, abrindo uma famosa escola em Cannes, o Centre de Danse Rosella Hightower, por onde passaram muitos bailarinos portugueses - nos anos setenta, oitenta e noventa - e que hoje tem o nome de Escola Superior de Dança de Cannes.

Foi directora do Ballet da Ópera de Marselha (1969-1972), do Ballet do Grand Théâtre de Nancy (1973-1974), do Conservatório de Dança de Nice (1977-1980) e do Ballet da Ópera de Paris (de 1980 a 1983).

Em reconheciemtno pela sua importante carreira e trabalho pedagógico o governo francês e a cidade de Cannes concederam-lhe as mais altas condecorações e homenagens artísticas. 

Sobreviveu-lhe uma filha, a bailarina e professora Dominique Monet Robier.

 

"Rosella Hightower apporte à sa danse une sorte d'humour malicieux, comme si elle se moquait de ses propres prouesses, de ses équilibres parfaits, de ses pirouettes fulgurantes".