A rigorosa disciplina, de contornos “comunistas”, privilegia o conjunto em desfavor do indivíduo e, quando alguém sobressai, é, seguramente, para a execução de solos ou de pequenos conjunto de carácter circense.

É de notar que os homens vestidos de soldados apresentam um aspecto fortemente aguerrido e, além das danças com espadas (com faíscas e tudo), fazem toda a espécie de habilidades em cima dos metatarsos e dos dedos, à semelhança das bailarinas clássicas, mas sem sapatilhas de pontas! É quase penoso ver tais habilidades e seguramente perigoso para o corpo, atirando-se para o ar de qualquer maneira e aterrando em cima de joelhos e de martirizados pés. Porém, este tipo de “tortura”, aliado a voltas rapidíssimas e muito “pelo na venta”, torna-se altamente virtuoso arrancando do público cascadas de aplausos. A graciosidade e delicadeza feminina funcionam em contraponto com a virilidade e pujança física do naipe masculino, porém, o impacto deste espectáculo deriva, sobretudo, de uma hábil manipulação de massas com milimétrica precisão.